Candomblé e Umbanda
Tem a mesma influência na irradiação para incorporação mas ambas totalmente diferente, a Umbanda exerce o culto afro brasileiro que foi criada e iniciada aqui no nosso Brasil após a chegada das primeiras casas de Candomblés com a cultura de Nkisi Orixá e Voduns.
Veremos a seguir relatos do Candomblé e a Umbanda
A chegada do Candomblé ao Brasil
O Candomblé tem sua cultura histórica, desde o tempo mais remotos pelo continente, chegando no Brasil aproximadamente no século XV entre o ano de 1547, com a chegada dos primeiros navios. Navios que vieram e trouxeram africanos das aldeias e tribos de vários lugares da África.
Vindos de diversas cidades da costa oeste e leste da África, como Cabo Verde, Congo, Quíloa, Zimbábue, Moçambique, Angola, Golfo, Nigéria e Benin. Os africanos eram transportados em navios para os portos do Brasil e de lá distribuídos para diversas regiões do país.
No Brasil o Candomblé Ketu chegou com os povos nagôs, que falam a língua Yorubá. Os nagôs vieram para o Nordeste, principalmente para o Estado da Bahia, onde a influência do candomblé é mais difundida. O Candomblé Bantu Candomblé de Congo-Angola é uma das maiores nações do Candomblé em nosso Brasil. Se iniciou no Estado da Bahia e desenvolveu-se entre africanos que falavam Quicongo, Umbundo e principalmente o Quimbundo.
Vieram também africanos de vários lugares de outras nações como o Jeje Mahi, o termo Jeje surgiu no Estado da Bahia no século XVIII para designar os africanos que vinham do antigo reino do Daomé. Africanos que continuaram sua práticas, crenças e culturas no Brasil, e a existência aos primeiros terreiros dos candomblés como: Ketu, Angola e Jeje deram iniciação a cultura aos Orixás, Nkisi e Voduns.
A criação da Umbanda
A Umbanda é uma religião que surgiu e nasceu aqui no Brasil em 15 de novembro de 1908 na Cidade de Niterói Estado do Rio de Janeiro, e reúne na sua filosofia os conhecimentos, essa religião que abrange aspectos do espiritismo com o catolicismo. A Umbanda portanto advém do sincretismo católico sendo necessário na sua época de grande repressão das religiões africanas no Brasil, era proibido qualquer culto crenças de Santo da sua origem.
Desta forma deu início ao sincretismo religioso através da associação dos Orixás aos Santos católicos, como uma maneira de livrar dos castigos e perseguições religiosas daquela época, e foi neste momento que foram permitidos a utilização de imagens nos cultos da Umbanda.
A diferença da Umbanda para o Candomblé
Nas Nações do Candomblé não utiliza a crença com imagens de qualquer Santo com o catolicismo, apenas cultuamos a essência da força vital das divindades através de assentamentos e ibás. Os cânticos do Candomblé são em línguas conforme os dialetos africanos que pode variar de cada Nação. Os cânticos da Umbanda são em português, criado aqui mesmo no Brasil saudando a todos os Santo e os espíritos devotos de luz que são conhecidos como entidades.
Divindades e entidades
No Candomblé o culto é voltado unicamente as divindades que são os Orixás, Nkisi e Voduns. Na Umbanda trabalham com entidades que seriam, catiços, caboclos, boiadeiros, pretos velhos, ciganos, marinheiros, baianos, as sete linhas entre outros.
O Candomblé tem á prática com fundamentos e ensinamentos diferentes da Umbanda. A doutrina que cultuamos aos devotos além das divindades, tradições com entidades Wunji que é o mensageiro, Exu protetor e guardião e Catiços que é uma modalidade da Nação Candomblé Angola, apenas essas entidades seguem a tradição Angola.
Primeiramente devemos reconhecer e respeitar as tradições de cada uma, devemos também além de respeitar cada culto, separar as tradições e os seus ensinamentos entre ambas. O Candomblé trás sua cultura de longa caminhada, não só aqui no Brasil ou na África mas pelo Mundo todo.
Os africanos trouxeram os fundamentos e rituais para que possamos cultuar e respeitar a nossa ancestralidade, dando continuidade do nascimento de um filho dentro dos cultos africanos do candomblé. Daí em diante preservar e levar os nossos costumes para um futuro, como foi recebido.
A Umbanda tem suas histórias que deve ser respeitada e tem o seu próprio valor, mas não tem afinidade e costumes como o Candomblé. Ou com qualquer outra nação, a Umbanda ela contém sua crença, a própria origem, costumes, tradições e funções por isso não pode haver nenhum tipo de misturas entre Nações.